MEDO DE ASILO
José Henrique
Ferreira Leite
Poeta bissexto
Muitas vezes questiono e indago:
Quando haverei eu de morrer?
A resposta é sempre a mesma:
Ninguém sabe ao certo dizer.
Será hoje, amanhã, no outro mês?
Ou agora, já no próximo instante?
Morrerei afinal na virada do ano?
Ou terei de viver tanto e bastante
Até que chegue provecta velhice?
Deus me livre que tal me ocorra
Tenho horror de parar num asilo.
Se por medo de
eventual rabugice
Puserem-me ali antes que eu morra,
Com mil perdões: boto fogo naquilo!
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